Quem sou eu

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Parnaíba, São Paulo, Brazil
Criei um espaço para brincar com o Cordel e a familia.

sábado, 28 de novembro de 2009


HAJA AMOR

Parnaíba foi cenário
Do amor muito bonito
Entre Clauder e Elise
Namoro quase infinito
Perto de uma estação
De trem já sem apito.
///
Casaram-se bem cedinho
Escondido da sociedade
Festa, só entre eles
No motel de outra cidade
Ataláia foi testemunha
De tanta felicidade
///
Frederico fez a PONTE
Entre Parnaíba e Juazeiro
Do outro lado de Petrolina
Formou seu lar verdadeiro.
A Lelé para cozinhar
Foi aprender primeiro.
///
Vieram para a Bahia
Muita bagagem e amor.
Criaram três filhos aqui
No AXÉ de Salvador
Clauder Filho, Davi e Pedro
Trio de muito valor.
///
Encontraram o Paraíso
Vivendo em harmonia
Perto da praia do porto
Vida assim é covardia.
Desejo o melhor prá vocês
SAÚDE, PAZ E ALEGRIA!!!!

Rúbia, 11/11/2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009



CORDEL DOS QUINZE ANOS
1
Os quinze anos da parceira
Finalmente comemora.
Giovanna sua primeira
Filha que tanto adora
Dia de Todos os Santos
Relembrar todos encantos
Que a Gi reune agora.
2
Uma festa no Esperia
Prá ninguém botar defeito.
Máscaras multicoloridas.
Expectativa no peito.
De pronto eu já sabia
Algo diferente surgia
Pois a ANA tinha feito.
3
Ano de dois mil e nove.
Uma noite enluarada.
Concretização de um sonho.
Emoção já na entrada
Doação de alimentos
Estimulando sentimentos
Bela maneira encontrada.
4
A debutante estava linda
Nesta noite paulistana.
Não parecia aquela
Que se vestiu de Joana
A D’Arc santa francesa.
É agora uma princesa.
É a nossa Giovanna
5
Ana Cristina se superou;
Com garra e imaginação.
Via-se o projeto dela
Em toda decoração.
No aspecto ou na grandeza
Coisa de tal nobreza.
Que só nasce do coração.
6
Quitutes de todos tipos.
As bebidas sempre geladas.
Os copos cheios constantemente.
As bandejas, como encantadas,
Surgiam de todo lado
Com massas do agrado
Gostosas e refinadas.
7
Sequência de lindas músicas
Aguardando a cerimônia.
A Gi dançou flamenga
Depois um galã sem parcimônia
Animou a mulherada
Que ficou toda agitada
Com seu batuque sem-vergonha.


8
Veio a valsa afinal.
Eis que surge a debutante
Ao lado do belo príncipe.
Seu vestido, deslumbrante!
Eu comprovo e assino
Um sorriso quase divino
Adornava seu semblante.
9
As damas estavam de preto.
Os rapazes de espadim.
Giovanna desfilava
Com um traje cor de carmim.
A mãe estava de rosa
Emocionada e orgulhosa
Da sua amada querubim.
10
Foi um momento mágico
Para todos que ali olhavam.
O pai conduzindo a filha
Nervosos eles estavam.
Os passos que Carlos dava,
Ela feliz orientava
Acho que os dois debutavam!
11
Todos dançaram a música.
Lombardi vô sabe bailar.
Foi quem melhor valsou.
Homenagens de emocionar
Discurso que a mãe escreveu
Não sei porque outro leu
Fez a garota chorar!
12
O DJ entra com thecno
Começa a movimentação
A letra nada importa
Só ritmo e pancadão.
O salão fica lotado
Gingado pra todo lado
Haja fôlego e malhação.
13
Não vou esquecer o bolo
Com tres cores de valor!
Parabéns prá você
Muita saúde, paz e amor!
O resto vai ser moleza
Disto eu tenho certeza
Prá Giovanna tricolor!
///////

Rúbia
01/11/09



sexta-feira, 6 de novembro de 2009


MARCHA de Cecília Meireles

As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.

Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.

Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.

Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno
.


Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento…
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.



DALVA DE OLIVEIRA

Cinco de Maio de Dezessete,
Nascia Dalva de Oliveira.
Seu nome era Vincentina,
A grande cantora brasileira
De Rio Claro, São Paulo.
Foi babá e costureira.

Nos bailes e circos
Em serestas de amor
Com sua voz de ouro
Linda, cheia de fulgor!
Quando menina cantava
Acompanhando seu genitor.

Sem o pai, foi pro orfanato
Mas era outra sua sorte.
Numa escola de dança
Um professor deu suporte
Uniu piano e voz
Voltou a cantar forte.

Com Herivelto e Nilo
Formou o Trio de Ouro.
O sucesso não parou mais.
Cada música, um estouro!
Foi Rainha do Rádio
Tornou-se um tesouro.

Casou com Herivelto
Grande compositor nacional
Teve o Pery e Ubiratan
E um sucesso fenomenal
“Ave Maria no Morro”,
“Praça Onze”, também genial!

A Rainha da Inglaterra
Apreciou sua voz bela.
Cantou tango argentino.
Fez do mundo passarela.
O Maestro Tom Jobim
Fez arranjos para ela.

Com o fim do casamento
Os dois ficaram de mal
Herivelto de um lado
Dalva retruca afinal
“Errei Sim”, “Tudo Acabado”
Bate boca musical.

Em setenta e dois
Seus olhos verdes fechavam.
Ainda na noite cantava
Músicas que arrebatavam...
Bandeira Branca, Kalu,
Máscara Negra emocionavam.


Rúbia do Espírito Santo
Maio de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



INDAGAÇÃO


EU SÓ QUERIA SABER

AONDE VAI TANTA BELEZA

SE VAI AONDE QUER IR

PORQUE TANTA TRISTEZA ?

ESTE BELO DIA DE SOL

MUDA TUDO COM CERTEZA



SE DORMIU O SUFICIENTE

SE SONHOU COM SEU AMOR

MOTIVO NÃO TERIA PARA

LEVANTAR DE MAU HUMOR.

UM CHOCOLATE QUENTE

SUPERA O COMPUTADOR


Rúbia do Espírito Santo
11 - 02 - 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


HELINHO

Num dia cinco nascia
Do ano de oitenta e três
Helio Berthachini Neto
Setembro era o mês
Surgiu sorrindo pra vida
Pois chegou a sua vez.

Ganhou o nome do avô
Que significa o sol
E pequeno já sabia
Admirar o futebol
Preto e branco são cores
Que enfeitam seu lençol.

Aguaí ganhou assim,
Seu filho mais querido.
No sítio e no campinho
Ele é o mais sabido
"Helinho" virou então
Um carinhoso apelido

Muitos amigos deixou
no Brasil a sua espera
Principalmente a Débora
Sua companheira sincera
E o amor só aumenta
No verão ou primavera

Sua família tem saudade
Do caçula que ama.
A gata Xuxa não entende
E caça ele na cama
Mas sucesso ele busca
Na terra do Obama.

Rúbia - 5 de Setembro de 2009